Mulher trans é presa após matar ex-companheira a facadas na zona norte de São Paulo
Crime ocorreu dentro da residência da vítima e foi presenciado por duas crianças; motivação investigada é ciúme
Uma mulher trans, de 25 anos, foi presa em flagrante na noite do último sábado (17) suspeita de matar a ex-companheira, de 40 anos, com golpes de faca dentro da própria residência da vítima, na Rua Viana, no bairro Tremembé, zona norte de São Paulo. O crime aconteceu por volta das 19h e mobilizou equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a suspeita, identificada pelo nome social Ewellyn, entra na casa aparentando tranquilidade. Na gravação, a vítima, Ivia Stefania da Silva de Castro, aparece sentada próxima à entrada do imóvel, com uma criança no colo, utilizando o celular momentos antes do ataque.
Segundo as imagens e informações da polícia, Ewellyn teria entrado no imóvel, se apoderado de uma faca e atingido o pescoço da vítima. Ivia caiu ao chão junto com a criança, enquanto pedia socorro. Ainda de acordo com as gravações, após o ataque, a suspeita arrastou a vítima e afirmou que acionaria a polícia para assumir o crime. Além da criança que estava no colo da vítima, outra criança que estava na residência presenciou a cena.
A Polícia Militar informou que foi abordada pela própria suspeita no local, que confessou o crime e indicou onde a vítima se encontrava. Ivia Stefania estava sendo socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jaçanã, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por ciúmes, já que a suspeita acreditava que a ex-companheira mantinha contato com uma pessoa em comum.
O caso foi registrado como homicídio no 73º Distrito Policial (Jaçanã). A perícia foi acionada para o local e a autoridade policial solicitou a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva. A suspeita permanece à disposição da Justiça.




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